Frequentemente reflito sobre a facilidade com que repetimos o passado. As guerras continuam, as mudanças climáticas causadas pelo homem desestabilizam os ecossistemas e nos desconectamos cada vez mais uns dos outros e da natureza, e nosso cotidiano e nossas interações não são exceção a essa realidade atual. Então, como podemos esperar um futuro diferente se continuarmos plantando as mesmas sementes?
Desde criança, eu era curioso e me perguntava constantemente: será que é realmente assim que gostaríamos de viver? Será que esse distanciamento uns dos outros, da natureza, de nós mesmos, pode ser o ritmo natural da vida humana? Ou será que nos afastamos tanto da nossa essência que confundimos sobrevivência com vida, esquecendo que nascemos para nos conectar, cuidar, cocriar e nutrir a vida?
Meu trabalho se baseia em uma orientação simples, porém profunda: estamos sempre contribuindo (consciente e inconscientemente) e cada momento oferece a possibilidade de renascer. Anos de meditação Vipassana fortaleceram minha capacidade de observação, equanimidade e compaixão. Comunicação Não-Violenta é minha ferramenta para trazer essa clareza interior para a conexão comigo mesmo, meus relacionamentos, meus sistemas e minhas ações.
Presença, observação, escuta, compaixão, conexão, diversidade, curiosidade, alegria e fluidez são as ferramentas que utilizo ao acompanhar indivíduos, equipes e organizações. Quando fazemos uma pausa e nos reconectamos com o que está vivo dentro de nós, passamos do hábito à consciência, da escassez às infinitas possibilidades.
Há mais de quinze anos trabalho em um contexto internacional nas áreas de sustentabilidade, turismo e construção de parcerias. Anseio por cultivar o poder coletivo, abraçar a diversidade como abundância e cocriar ambientes onde possamos prosperar juntos.
Convido você a refletir sobre:
-
Em momentos de tensão, o que se torna possível quando passo de reagir para responder (recuperando minha capacidade de resposta)?
-
Como meus relacionamentos, colaborações ou equipes poderiam se transformar se o poder fosse compartilhado em vez de defendido, e a diversidade fosse acolhida como uma fonte de força, criatividade e sabedoria coletiva?
-
Quais partes da minha percepção provêm do hábito e da história?
-
Quando me imagino como parte da renovação contínua da natureza, que liberdade e responsabilidade surgem em mim?
-
Qual é o sabor da confiança, de se manter firme e conectado ao superar a insegurança, a escassez e o medo, rumo a um campo de possibilidades, pertencimento e criação compartilhada?
-
Se cada momento é um momento de renascimento, onde quero concentrar minha energia e o que escolho conscientemente contribuir para a vida agora?