Uma abordagem não violenta para a educação em justiça social
Este artigo defende uma abordagem não violenta para a educação em justiça social. Primeiramente, revisa-se a literatura sobre educação em justiça social, e duas abordagens contrastantes e influentes — a teoria crítica e a teoria pós-estruturalista — são o foco da análise crítica. Uma abordagem não violenta é proposta como alternativa. Em segundo lugar, a noção de justiça social é reexaminada para revelar sua ligação com a noção de indivíduo, e o conceito de não violência, com sua ênfase na relacionalidade, é discutido.
Três facetas da não violência são detalhadas: dinâmicas relacionais, paz interior e meios não violentos. Em seguida, essas facetas são traduzidas em aspectos importantes de uma pedagogia da não violência: integrar o trabalho interno e externo; transformar a luta de opostos na interdependência das diferenças; usar e improvisar estratégias de ensino não violentas. Para enriquecer a compreensão teórica e inspirar reflexões práticas, este artigo também entrelaça tradições de sabedoria internacionais (incluindo o ubuntu africano, a não dualidade budista e as dinâmicas taoístas), minhas experiências docentes e a formulação de uma pedagogia da justiça social não violenta na formação de professores.