Uma análise crítica das teorias que explicam o término violento de relacionamentos
Implicações para pesquisa e intervenção
A presente revisão representa uma atualização e ampliação de um artigo influente (ver [Strube, MJ (1988). The decision to leave an abusive relationship: Empirical evidence and theoretical issues. Psychological Bulletin, 104, 236-250.]), que avaliou pesquisas empíricas e sugeriu teorias potenciais para explicar as decisões de mulheres vítimas de violência doméstica de terminar relacionamentos abusivos. Em contraste com a revisão original, este artigo fornece informações sobre a importância e os meios pelos quais a teoria deve ser avaliada, e determina criticamente qual(is) abordagem(ns) teórica(s) pode(m) ser mais produtiva(s) com base em evidências teóricas e ateóricas.
Além disso, este artigo discute os pontos fortes e fracos de cada abordagem, à luz de certos critérios considerados importantes para a avaliação da teoria (por exemplo, abrangência, parcimônia, etc.). Ademais, este artigo aborda controvérsias atuais sobre essas questões, as ramificações das diferentes abordagens teóricas e seu potencial impacto na área. Com base nessa análise, conclui-se que abordagens gerais (por exemplo, ação racional/comportamento planejado, modelo de investimento) podem ser mais adequadas para a compreensão dessa decisão complexa e multifacetada.
São discutidas sugestões para futuras pesquisas teóricas e de intervenção.