Quando criança, sonhava em trabalhar como um Capacete Azul da ONU ou um diplomata, para encontrar «as palavras da paz». Mas as palavras que eu expressava, assim como as que ouvia, sempre pareciam fortalecer os mal-entendidos e a guerra.
Encontrei refúgio no silêncio, na música e na literatura. Como músico e compositor, fiz turnês com shows ao vivo na Europa e no Oriente Médio. No palco, eu podia experimentar uma espécie de comunhão com o público, uma linguagem universal, «de coração para coração». Mas no meu dia a dia, as coisas se tornaram mais difíceis, e as pessoas pareciam estar sempre se distanciando e se destruindo mutuamente. Era estranho e doloroso.
Comunicação Não-Violenta (CNV) transformou esse mundo: descobri outras palavras, repletas de consciência e compaixão. Recuperei a capacidade de enxergar o que estava dando certo, de me expressar em conexão com meus valores mais profundos e de também ouvir as crenças e necessidades profundas das outras pessoas. Descobri que o conflito podia ser uma dádiva da verdade e a violência, um grito trágico de socorro.
Mudei a forma como encarava a vida e passei a ver coisas que antes me eram invisíveis, inacessíveis. Senti a alegria de me expressar com sinceridade; vi a raiva se dissipar, as máscaras caírem e a confiança retornar.
Hoje, tento todos os dias trazer à tona e compartilhar essas descobertas que transformaram minha visão e minha vida. A não violência é um compromisso diário, uma bússola na névoa densa, mesmo que às vezes seja difícil!
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Ofereço treinamentos na área pessoal ou profissional para incentivar relacionamentos autênticos e prevenir tensões.
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Com formação em mediação, gosto de acompanhar indivíduos e grupos na resolução de conflitos, garantindo que cada pessoa seja ouvida ao expressar o que é verdadeiro para ela.
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A arte faz parte da minha identidade e expressão criativa: música, desenho e Danças Circulares Sagradas (que são uma forma extraordinária de vivenciar a comunidade).
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Por último, mas não menos importante, gosto de tornar visível o invisível: conexões e pontos de ruptura, relações de poder e zonas de silêncio… Às vezes, pessoas cujas condições as impedem de expressar seus verdadeiros pensamentos e sentimentos podem se abrir para reconhecer suas necessidades mais profundas e se sentirem plenamente ouvidas e compreendidas. Gosto de contribuir para o entendimento mútuo, para que cada ser humano seja acolhido como é e visto como um presente para o mundo.
« Le monde est rempli de visions qui attendent des yeux. Les présences sont là, mais ce qui manque, ce sont nos yeux ». Christian Bobin.
Enfant, je rêvais de travailler comme casque bleu ou diplomate de l’ONU, de trouver « les mots pour la paix ». Mais les mots que j’exprimais, ceux que j’entendais, semblaient alimenter toujours plus l’incompréhension et la guerre.
Je me suis réfugiée dans le silence, la musique, et la littérature. Comme musicienne et compositrice, j’ai accompagné des spectacles en Europe et au Moyen-Orient. Sur scène, je faisais l’expérience d’une forme de communion avec le public, d’un langage « cœur à cœur », universel ; mais dans mon quotidien, les choses et les êtres semblaient sans cesse se séparer, se déchirer. C’était étrange, et douloureux.
La CNV a renversé ce monde : j’ai découvert d’autres mots, nourris de conscience et de compassion. J’ai retrouvé la capacité de voir ce qui va bien, celle de m’exprimer depuis mes valeurs profondes, celle d’écouter la profondeur de l’autre. J’ai découvert qu’un conflit pouvait être un cadeau de vérité ; la violence, un tragique appel à l’aide.
J’ai changé de regard, et vu des choses qui m’étaient auparavant invisibles, inaccessibles ; j’ai goûté à la joie d’une expression sincère, à la colère qui fond, aux masques qui tombent, à la confiance retrouvée.
Aujourd’hui, j’essaye chaque jour de cultiver et partager ces découvertes qui ont changé mon regard et ma vie. La non-violence est un engagement quotidien, une boussole dans la brume, même si parfois, elle est difficile !
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Je propose des formations dans le cadre personnel ou professionnel, pour cultiver des liens sincères et prévenir les tensions.
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Formée à la médiation, j’aime accompagner les personnes et les collectifs à traverser le conflit, pour que chacun soit entendu dans sa vérité.
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La dimension artistique (musique, dessin, Danses Circulaires Sacrées, qui sont un magnifique moyen de vivre la communauté) fait partie de mon identité et de ma transmission.
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Enfin, j’aime rendre visible l’invisible : les complicités et les lignes de fracture, les rapports de pouvoir et les zones de silence… et parfois des personnes que leur condition prive de parole, de visibilité ou de crédibilité, comme dans le milieu pénitentiaire, psychiatrique, ou auprès des personnes « atypiques ». J’aime œuvrer à la compréhension mutuelle, pour que chaque être soit accueilli tel qu’il est et vu comme un cadeau pour le monde.