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O potencial para aplicação Comunicação Não-Violenta na ciência da conservação

Artigo de periódico acadêmico de Williams, Brooke A., Simmons, B. Alexander., Ward, Michelle., Beher, Jutta., Kenyon, Tania M., Davey, Madeline., Melton, Courtney B., Stewart-Sinclair, Phoebe J., Hammond, Niall L., Massingham, Emily., Klein, Carissa J. em inglês (2021)
Conservation Science and Practice, Wiley Periodicals LLC em nome da Society for Conservation Biology. 3(11)

O papel do cientista da conservação nunca foi tão desafiador. Em meio à rápida degradação que ocorre nos ecossistemas naturais da Terra e à perda de biodiversidade e serviços ecossistêmicos, os cientistas da conservação precisam aprender novas e eficazes maneiras de construir confiança e se engajar com a comunidade em geral. Aqui, discutimos a utilidade potencial de uma técnica de comunicação específica, Comunicação Não-Violenta (também conhecida como Comunicação Compassiva ou Comunicação Colaborativa), na ciência da conservação. 

Comunicação Não-Violenta é uma forma estruturada de comunicação, desenvolvida na década de 1960 pelo Dr. Marshall Rosenberg, que busca promover a compreensão e a conexão interpessoal por meio da comunicação de observações isentas de julgamento, do reconhecimento dos sentimentos, necessidades e valores das pessoas e da solicitação de ações específicas para atender a essas necessidades. Ela tem apresentado resultados positivos em diversas áreas, como reforma prisional, ciências da saúde e serviço social, e demonstra grande potencial para aplicações na conservação. Embora não exista uma única estratégia de comunicação que seja eficaz para todas as pessoas, argumentamos que Comunicação Não-Violenta pode ser utilizada por cientistas e profissionais da conservação ao se comunicarem com colegas, políticos e o público em geral sobre questões ambientais importantes e, por vezes, controversas.